A resposta curta
Os dois métodos pagam o mínimo de cada dívida e colocam todo o dinheiro extra em um só alvo. A avalanche ataca os juros mais altos e é a que custa menos. A bola de neve ataca o menor saldo e quita uma dívida mais cedo. Se os juros forem muito diferentes, use a avalanche. Se você precisa de uma vitória rápida para continuar, use a bola de neve. Qualquer um é melhor do que pagar só o mínimo.
Como os dois métodos funcionam
- Liste cada dívida com o saldo, a taxa de juros e o pagamento mínimo.
- Defina um valor fixo que você consegue pagar todo mês além de todos os mínimos.
- Pague todos os mínimos e mande o extra para uma única dívida-alvo.
- Quando uma dívida acabar, some o mínimo dela ao extra e passe para o próximo alvo.
A única diferença é a ordem dos alvos.
Avalanche: juros mais altos primeiro
Ordene as dívidas dos juros mais altos para os mais baixos. Cada pagamento extra vai para onde os juros crescem mais rápido, então você paga menos juros no total e costuma terminar um pouco antes. O porém: se a dívida de juros mais altos também for grande, a primeira quitação pode levar muitos meses.
Bola de neve: menor saldo primeiro
Ordene as dívidas do menor saldo para o maior, sem olhar os juros. A primeira dívida some rápido, e essa vitória logo no começo é o objetivo. Muita gente mantém o plano por mais tempo quando vê as dívidas sumindo. O custo é um pouco mais de juros.
Um exemplo com números
Três dívidas e 200 extras por mês, além de 235 em pagamentos mínimos. Os números são ilustrativos.
- Cartão de loja: 600 a 18%, mínimo 25.
- Cartão de crédito: 2.400 a 22%, mínimo 60.
- Empréstimo pessoal: 5.000 a 9%, mínimo 150.
A avalanche paga primeiro o cartão de crédito. Ele é quitado no mês 11, o cartão de loja no mês 12 e o empréstimo no mês 21. Juros totais: cerca de 860.
A bola de neve paga primeiro o cartão de loja. Ele é quitado no mês 3, o cartão de crédito no mês 12 e o empréstimo no mês 21. Juros totais: cerca de 878.
Pagando só os mínimos, levaria 45 meses e custaria cerca de 2.418 em juros.
Neste caso, o método muda o custo em menos de 20, enquanto os 200 extras por mês economizam mais de 1.500 e dois anos. O hábito importa mais do que a ordem. A diferença cresce quando uma dívida tem juros muito mais altos e um saldo grande.
Como escolher
- Juros muito diferentes e você confia que vai continuar: avalanche.
- Você já tentou antes e parou: bola de neve.
- Saldos e juros parecidos: qualquer um, o custo é quase o mesmo.
- Uma dívida com juros promocionais que vão subir em breve: coloque-a no topo antes da data.
Erros comuns
- Deixar de pagar o mínimo de uma dívida enquanto ataca outra.
- Não ter reserva, e a próxima conta inesperada volta para o cartão.
- Mudar o valor extra todo mês em vez de defini-lo uma vez.
- Não somar o mínimo de uma dívida quitada ao próximo alvo.
- Esquecer que juros menores, com portabilidade ou consolidação, podem pesar mais do que o método.
Perguntas
Devo poupar ou quitar dívidas primeiro?
Tenha primeiro uma pequena reserva, nem que seja um mês de gastos essenciais, para que uma emergência não crie dívida nova. Depois coloque o extra no plano.
Funciona com renda irregular?
Sim. Defina o valor extra a partir do seu salário mensal fixo, não do que entrou neste mês. Num mês muito bom, um pagamento extra avulso é um bônus, não a nova base.
Posso trocar de método depois?
Sim. Muita gente começa com a bola de neve para ter uma vitória rápida e depois passa para a avalanche no resto.
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